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O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostraram nesta quarta-feira
as novas cédulas do real. Segundo eles, as mudanças
foram feitas para evitar fraudes e o intuito foi deixar as notas
o mais parecidas possível com as atuais. As novas notas
continuam de papel.
As novas
cédulas terão tamanhos diferentes. A menor será
a de R$ 2 e terá 12,1 cm de largura por 6,5 cm de altura.
As notas serão maiores conforme o valor de face, chegando
até a de R$ 100, que terá 15,6 cm de largura por
7 cm de altura.
As primeiras
a serem lançadas, ainda este ano, serão as de
R$ 50 e R$ 100, porque, segundo o governo, são mais suscetíveis
à falsificação. As cédulas de R$
10 e R$ 20 serão lançadas no 1º semestre
de 2011. A previsão é que todas as novas cédulas
estejam em circulação em um período de
dois anos. As cédulas já existentes continuarão
valendo até a substituição integral.

Meirelles
destacou que a troca das notas, sem que um novo padrão
de moeda esteja sendo introduzido como ocorreu várias
vezes no passado, é um sinal importante da estabilização
da economia.
"Desta
vez no Brasil a mudança na família de moedas veio
dentro de um critério de continuidade, de estabilização,
e não de uma mudança no padrão da moeda.
Isso é muito importante", disse.
"Outro
dado da maior importância é que, como consequência
da estabilização da economia brasileira, o real
cada vez mais começa a ser uma reserva de valor e passa
a ser absolutamente natural que uma parcela da população
comece a pensar em manter moeda física em casa."
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